Irene Ri - a marca de cosméticos naturais que une natureza, autocuidado e alta performance

Irene Ri: a marca de cosméticos naturais que une natureza, autocuidado e alta performance

A Irene Ri nasceu de uma trajetória marcada pelo contato com diferentes paisagens, culturas e formas de viver. Antes de criar a marca de cosméticos naturais, a sua fundadora, Taís Tatit Barossi, percorreu diferentes regiões do Brasil, passando pelo Pantanal, pela Amazônia e pela Chapada Diamantina. Essas experiências ajudaram a construir uma percepção sobre a natureza, o corpo e o autocuidado que, mais tarde, se transformaria na essência da Irene Ri.

Mais do que criar produtos para a pele, a proposta da marca parte de uma pergunta: é possível cuidar do corpo sem transformar o autocuidado em uma busca constante por correções e padrões de beleza?

É a partir dessa perspectiva que a Irene Ri desenvolve os seus cosméticos naturais, combinando ingredientes de origem botânica, tecnologia cosmética e fórmulas de alta performance. A marca também busca construir uma relação mais consciente com consumo, embalagens, fornecedores e território, sem tratar sustentabilidade como um conceito simples ou absoluto.

Em entrevista ao Simplicity, Taís compartilhou a história por trás da Irene Ri e contou como as suas experiências em diferentes regiões do Brasil influenciaram a criação da marca, a sua visão sobre beleza e autocuidado, a escolha dos ingredientes, o desenvolvimento dos produtos e os caminhos que a empresa pretende seguir.

Irene Ri em resumo

  • Fundadora: Taís Tatit Barossi
  • Fundação: 2018
  • Sede: São Bento do Sapucaí, Serra da Mantiqueira (SP)
  • Categoria: cosméticos naturais e skincare, com posicionamento em Clean Beauty
  • Onde comprar: e-commerce próprio, com entrega para todo o Brasil, e lojas parceiras em São Paulo e no Rio de Janeiro

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Como nasceu a Irene Ri

A história da Irene Ri começa antes dos cosméticos. Desde jovem, Taís tinha o desejo de estar próxima da natureza e uma curiosidade particular sobre as diferentes formas de vida existentes no Brasil — como pessoas que vivem à beira-mar, no interior de Minas ou em comunidades distantes dos grandes centros urbanos que se relacionam com o lugar onde moram.

Foi por esse desejo de liberdade e descoberta que escolheu cursar Pedagogia: uma profissão que poderia acompanhá-la por diferentes lugares do país. E foi exatamente o que aconteceu.

Da vida nômade à Serra da Mantiqueira

Aos 20 anos, Taís foi trabalhar em uma escola ribeirinha no Pantanal. Depois, viveu uma experiência na Amazônia, onde teve contato com comunidades indígenas, incluindo os Yanomami, e conheceu matérias-primas como copaíba e andiroba a partir da convivência com pessoas da região.

Vale uma distinção importante: Taís não afirma ter incorporado diretamente esses conhecimentos tradicionais às formulações da Irene Ri. Segundo ela, muitos desses saberes eram preservados pelas próprias comunidades e, em alguns casos, tinham caráter reservado. O que ela levou dessas vivências foi algo mais amplo: uma outra maneira de observar e se relacionar com a paisagem e com a natureza.

Mais tarde, seguiu para a Chapada Diamantina, chegando ao Vale do Capão. Ali encontrou uma cultura de produção artesanal de cosméticos que fazia parte do cotidiano da comunidade: nas pequenas lojas e mercados locais, havia produtos fabricados pelos próprios moradores em suas casas. A experiência despertou o seu interesse e abriu caminho para uma nova possibilidade profissional.

Foi também nesse período que a sua vida passou por uma transformação pessoal: com a chegada do primeiro filho, surgiu a necessidade de estabelecer raízes. Depois de anos se deslocando por diferentes lugares, Taís decidiu “aterrar”, escolher um lugar para morar, criar os filhos e desenvolver um trabalho que não dependesse de estar constantemente em trânsito. Esse lugar viria a ser São Bento do Sapucaí, na Serra da Mantiqueira, onde a Irene Ri mantém a sua base até hoje.

A relação com a natureza, então, deixou de ser apenas uma experiência de passagem e passou a fazer parte de sua vida cotidiana.

Cosméticos como cuidado, não como correção

Foi a partir desse encontro entre trajetória pessoal, natureza e busca por uma nova relação com o corpo que começou a nascer a Irene Ri.

Para a fundadora, os cosméticos poderiam representar algo diferente da lógica tradicional de consumo de beleza. Em vez de estimular a percepção de que existe sempre alguma coisa no corpo que precisa ser corrigida, eles poderiam criar uma experiência de autocuidado mais prazerosa e consciente — menos relacionada à ideia de corrigir defeitos e mais conectada ao prazer, aos sentidos e ao bem-estar.

A ideia era simples, mas carregava uma mudança importante de perspectiva: usar um cosmético não necessariamente para consertar uma imperfeição, mas para cuidar do corpo e desfrutar desse cuidado.

Um creme poderia ser mais do que um produto funcional. Poderia envolver os aromas dos óleos essenciais, o contato com a pele e uma pausa em meio ao ritmo acelerado da vida contemporânea, uma forma de perceber o próprio corpo e de estabelecer conexão com a natureza. Essa visão nasceu também de uma percepção sobre o ritmo da vida urbana: para Taís, a vida acelerada das grandes cidades pode afastar as pessoas do próprio corpo e das emoções, tornando as relações cada vez mais utilitárias e rápidas. Nesse contexto, os cosméticos passaram a ser vistos por ela como uma possibilidade de desacelerar.

Isso não significa negar a funcionalidade ou a performance de um produto, mas pelo contrário: a Irene Ri viria a incorporar ativos e tecnologias cosméticas para desenvolver formulações de alta performance. O que muda é o ponto de partida.

“O produto não precisa nascer do medo de envelhecer, da insatisfação com a aparência ou da necessidade de se encaixar em um padrão. Ele pode nascer do desejo de cuidar de si” – Taís, fundadora da Irene Ri.

Essa ideia se tornaria um dos fundamentos da Irene Ri e ajudaria a orientar tanto o desenvolvimento de seu portfólio quanto o posicionamento da marca diante do mercado de beleza. A natureza, nesse percurso, ganhou um significado que vai além da escolha de ingredientes: passou a representar uma maneira de viver, produzir e estabelecer relações mais conscientes com o corpo, o território e o consumo.

O que é a Irene Ri?

A Irene Ri é uma marca brasileira de cosméticos naturais criada a partir de uma proposta de autocuidado mais consciente, que combina ingredientes de origem botânica, tecnologia cosmética e fórmulas de alta performance. A marca desenvolve produtos para cuidados pessoais e para a pele, buscando unir experiência sensorial, funcionalidade e uma relação mais prazerosa com o corpo.

Com origem em São Bento do Sapucaí, na Serra da Mantiqueira, a Irene Ri mantém a sua operação ligada ao território onde está inserida e comercializa os seus produtos pelo e-commerce, com entrega para todo o Brasil. A marca também trabalha com lojas parceiras e vem ampliando gradualmente a sua presença em diferentes regiões do país.

Sua proposta está relacionada ao universo da clean beauty, mas não parte da ideia de que natural e tecnológico são conceitos opostos. Para a Irene Ri, a evolução da cosmética natural passa justamente pela possibilidade de utilizar novas tecnologias para desenvolver produtos mais estáveis, seguros e eficientes, sem abandonar os critérios relacionados à escolha das matérias-primas.

Uma marca de cosméticos naturais com foco em autocuidado

O autocuidado é um dos conceitos centrais da Irene Ri.

A marca procura se afastar da lógica de que os cosméticos devem ser utilizados para “consertar” o corpo ou corrigir aquilo que supostamente está errado. Em seu lugar, propõe uma experiência de cuidado que também envolve prazer, bem-estar e conexão com os sentidos.

Essa visão aparece inclusive na construção do portfólio. Em vez de apostar em uma quantidade excessiva de produtos, a Irene Ri trabalha com uma linha mais enxuta, desenvolvendo fórmulas multifuncionais e concentradas em diferentes ativos.

A lógica, segundo Taís, é evitar que o consumidor precise construir uma rotina interminável de produtos para atender a diferentes necessidades. Um mesmo cosmético pode desempenhar mais de uma função, desde que a sua formulação seja bem planejada.

Essa escolha também está relacionada a uma crítica da fundadora à forma como o mercado de beleza pode estimular a insatisfação para aumentar o consumo.

Para a Irene Ri, o objetivo é outro: entregar performance sem transformar a insegurança em argumento de venda.

Por isso, a experiência de uso tem um papel importante. Texturas, aromas, ingredientes botânicos e o próprio ritual de aplicação fazem parte da proposta da marca, ao lado da funcionalidade das formulações.

Taís Tatit Barossi, fundadora da Irene Ri, marca de cosméticos naturais
Taís Tatit Barossi, fundadora da Irene Ri, marca de cosméticos naturais

Natureza e tecnologia na formulação

A evolução da Irene Ri também revela uma mudança importante em sua maneira de desenvolver cosméticos.

A marca começou trabalhando com uma abordagem mais artesanal e com matérias-primas naturais, mas, ao longo do tempo, passou a investir cada vez mais em ativos tecnológicos e em formulações de maior performance.

Para Taís, essa mudança não representa um afastamento da essência da marca. Pelo contrário: quando existe uma tecnologia capaz de melhorar a entrega de um produto, utilizá-la pode ser uma forma de aprimorar a própria experiência do consumidor.

Como ela resume:

“Se você pode fazer um produto que tem uma entrega melhor, por que eu vou continuar lá no mais rústico?”

A questão, portanto, não é escolher entre natureza e tecnologia. É encontrar uma combinação coerente entre as duas.

A Irene Ri mantém como referência os critérios das certificadoras com as quais trabalha e utiliza apenas matérias-primas permitidas dentro desses parâmetros. Ao mesmo tempo, busca tecnologias capazes de preservar a estabilidade dos ingredientes naturais, melhorar a sua performance e permitir que os produtos mantenham as suas características ao longo do período de validade.

Esse ponto é especialmente relevante quando se fala em cosméticos naturais.

Ingredientes de origem vegetal podem apresentar maior instabilidade e exigir soluções tecnológicas específicas para conservação, estabilidade e entrega dos ativos na pele. Recursos como sistemas de encapsulamento, tecnologias de permeação e novos sistemas de conservação ampliaram as possibilidades para esse tipo de formulação.

Assim, a Irene Ri representa uma visão contemporânea da cosmética natural: uma abordagem que valoriza a biodiversidade e os ingredientes botânicos, mas não considera a tecnologia uma ameaça à naturalidade.

É justamente nessa combinação entre natureza, ciência e experiência de uso que a marca vem construindo a sua identidade dentro do mercado brasileiro de clean beauty.

Irene Ri e o conceito de clean beauty

A relação da Irene Ri com o conceito de clean beauty passa por uma combinação de escolhas de ingredientes, critérios de formulação, tecnologia, segurança e transparência. Em vez de tratar a cosmética natural como uma oposição à ciência, a marca entende que o desenvolvimento de produtos pode unir matérias-primas de origem botânica e recursos tecnológicos capazes de melhorar a estabilidade e a performance das fórmulas.

Essa perspectiva acompanha uma transformação do próprio mercado de cosméticos naturais. Segundo Taís, nos últimos anos houve um avanço significativo nas pesquisas e nas soluções tecnológicas voltadas ao uso de ingredientes botânicos.

Para a fundadora da Irene Ri, natureza e tecnologia estão cada vez mais próximas.

Isso significa que, para a Irene Ri, trabalhar com cosméticos naturais não significa abrir mão de performance.

Cosméticos naturais precisam de tecnologia?

Uma das ideias mais interessantes da entrevista é justamente a quebra da falsa oposição entre cosméticos naturais e tecnologia.

“Hoje em dia, essas coisas estão cada vez mais ligadas”, explica Taís.

A razão é relativamente simples: muitos ingredientes de origem vegetal são mais sensíveis e podem apresentar desafios relacionados à estabilidade, conservação e manutenção de suas propriedades ao longo do tempo.

Quando um ativo botânico é incorporado a uma formulação cosmética, não basta que ele tenha uma origem natural. É necessário desenvolver uma fórmula capaz de preservar a sua qualidade e garantir que o produto permaneça seguro e adequado durante o seu período de validade.

Foi justamente nesse campo que a tecnologia cosmética avançou.

Segundo Taís, atualmente existem diferentes soluções para trabalhar com matérias-primas naturais, incluindo tecnologias de encapsulamento de ativos, sistemas que auxiliam a sua entrega na pele e alternativas mais eficientes de conservação.

Esses recursos permitem desenvolver produtos naturais ou alinhados aos critérios de determinadas certificações com características que, no passado, eram mais difíceis de alcançar.

Naturalidade não significa abrir mão da performance

A evolução da Irene Ri acompanha esse movimento.

A marca começou com uma produção mais artesanal e, posteriormente, passou a investir em ativos tecnológicos e em produtos de maior performance. A mudança não significou abandonar a sua relação com ingredientes naturais, mas buscar novas possibilidades para que eles fossem utilizados de maneira mais eficiente.

Essa combinação é especialmente importante no skincare, segmento que exige maior cuidado com estabilidade, conservação, sensorial e desempenho das formulações.

Segurança também faz parte da clean beauty

Outro ponto importante levantado por Taís é que a discussão sobre cosméticos naturais não pode ignorar a segurança.

Produtos cosméticos precisam ser formulados e testados para garantir estabilidade e segurança microbiológica. Isso inclui avaliar a capacidade de conservação da fórmula e verificar seu comportamento ao longo do tempo.

Na Irene Ri, os produtos passam por testes de estabilidade e testes microbiológicos. A marca também utiliza conservantes e antioxidantes permitidos pelas certificadoras dentro dos critérios adotados em suas formulações.

Essa abordagem ajuda a colocar uma questão importante no debate sobre clean beauty: a escolha de ingredientes deve caminhar junto com a responsabilidade técnica.

A ausência de determinados ingredientes não é, por si só, suficiente para definir a qualidade de um cosmético. Também é necessário considerar a formulação como um todo, a sua estabilidade, segurança, desempenho, origem dos ingredientes e a finalidade para a qual o produto foi desenvolvido.

O papel das certificadoras na escolha dos ingredientes

Para a Irene Ri, as certificadoras também funcionam como uma referência na seleção das matérias-primas.

A marca afirma seguir os parâmetros estabelecidos por essas organizações para definir quais ingredientes podem ser utilizados em suas formulações. Isso ajuda a estabelecer critérios objetivos para as escolhas feitas durante o desenvolvimento dos produtos.

Mas a própria experiência da marca mostra que a cadeia de ingredientes naturais pode ser complexa.

Existem matérias-primas cuja origem e cadeia produtiva podem ser acompanhadas com maior proximidade, enquanto outras, especialmente ingredientes importados, apresentam limitações de rastreabilidade.

Por isso, a proposta da Irene Ri não é apresentar uma cadeia produtiva como absolutamente simples ou perfeita. A marca procura, dentro do que é possível, priorizar fornecedores que apresentem maior capacidade de rastreamento, qualidade e responsabilidade socioambiental.

É uma abordagem que aproxima a Clean Beauty de uma discussão mais ampla sobre origem, transparência e responsabilidade na cadeia de produção cosmética.

Clean beauty além da lista de ingredientes

A trajetória da Irene Ri também mostra por que o conceito de Clean Beauty pode ser analisado para além de uma simples lista de ingredientes.

Na experiência da marca, a discussão envolve:

  • escolha e origem das matérias-primas;
  • critérios estabelecidos por certificadoras;
  • tecnologia de formulação;
  • estabilidade e conservação;
  • segurança microbiológica;
  • performance;
  • rastreabilidade;
  • relação com fornecedores;
  • impacto das embalagens;
  • e a própria forma de comunicar os produtos ao consumidor.

É uma visão mais ampla de cosmética consciente, na qual naturalidade, tecnologia e responsabilidade técnica podem coexistir.

E talvez esse seja um dos aspectos mais interessantes da evolução da Irene Ri: a marca não precisou abandonar sua relação com a natureza para buscar produtos mais sofisticados e eficientes. Ela passou a utilizar a tecnologia justamente para ampliar as possibilidades dessa relação.

Irene Ri - marca de cosméticos naturais
Irene Ri – marca de cosméticos naturais

Irene Ri e o empoderamento feminino: beleza sem a lógica da insatisfação

A relação da Irene Ri com o empoderamento feminino passa por uma crítica à maneira como a indústria da beleza pode transformar inseguranças em oportunidades de consumo. Para a marca, cuidar da pele não deveria significar partir da ideia de que existe algo errado com o corpo que precisa ser corrigido.

Essa perspectiva aparece de forma direta na fala de Taís: “A gente não quer que busquem nossos produtos para consertar nada.”

A frase resume uma escolha importante da Irene Ri: os seus cosméticos devem entregar performance e benefícios para a pele, mas sem fazer da insatisfação com a aparência o ponto de partida para o consumo.

Essa discussão ganha relevância em um mercado no qual mulheres são frequentemente apresentadas a uma quantidade cada vez maior de produtos, etapas e necessidades. Rugas, manchas, textura, sinais de envelhecimento e outras características naturais da pele podem ser transformados em problemas que precisam de uma solução imediata — e, muitas vezes, de uma nova compra.

Para Taís, essa lógica pode alimentar um ciclo de insatisfação.

Quanto mais uma pessoa acredita que precisa corrigir a própria aparência, maior pode ser sua disposição para consumir produtos que prometem aproximá-la de um determinado padrão. A Irene Ri procura seguir justamente na direção contrária.

A proposta é que o cosmético possa ser utilizado pelo prazer de cuidar de si, pelo bem-estar e pela experiência proporcionada pelo produto, sem que o medo ou a sensação de inadequação sejam os principais motivadores.

Isso não significa abrir mão da eficácia.

A Irene Ri continua buscando produtos funcionais, com ativos e formulações desenvolvidas para entregar resultados. A diferença está na relação que a marca pretende estabelecer entre performance e autoestima: o cosmético pode cuidar da pele sem transformar a pessoa em um projeto permanente de correção.

Por que a Irene Ri aposta em poucos produtos?

Essa filosofia também aparece na maneira como a Irene Ri construiu o seu portfólio.

Desde o início, a marca decidiu trabalhar com uma linha mais enxuta, priorizando produtos com diferentes ativos e funções em vez de criar uma rotina composta por uma grande quantidade de frascos.

Taís explica que nunca fez sentido, para a marca, criar “30 frasquinhos com um ativo em cada frasquinho” para que o consumidor precisasse sobrepor inúmeras camadas de produtos.

A escolha tem também uma justificativa técnica: segundo a fundadora, a sobreposição excessiva de produtos pode não necessariamente significar melhor aproveitamento dos ativos.

Mas existe ainda uma questão de posicionamento.

Para a Irene Ri, construir um portfólio enxuto é uma maneira de se afastar de uma estratégia de consumo baseada na necessidade permanente de adquirir novos produtos.

Em vez de uma rotina interminável, a marca busca desenvolver fórmulas multifuncionais, concentradas e cuidadosamente elaboradas, nas quais diferentes ativos possam trabalhar em conjunto.

O resultado é uma proposta mais simples de autocuidado: menos produtos, mas que tenham uma função clara e uma formulação capaz de justificar o seu lugar na rotina.

Menos produtos, mais intenção no autocuidado

A escolha por um portfólio reduzido também muda a maneira como o consumidor se relaciona com os cosméticos.

Em vez de transformar o skincare em uma sequência extensa de etapas, a Irene Ri procura valorizar o momento de cuidado em si. A aplicação de um hidratante, por exemplo, pode envolver a performance da fórmula, mas também textura, aroma, sensorialidade e a percepção do próprio corpo.

É uma abordagem que aproxima o autocuidado de uma experiência de presença, e não apenas de uma lista de tarefas.

Essa perspectiva está alinhada à própria história da fundadora. Para Taís, os cosméticos nasceram como uma possibilidade de estabelecer uma relação diferente com o corpo — uma relação menos acelerada, menos utilitária e mais prazerosa.

Por isso, na Irene Ri, multifuncionalidade não significa apenas fazer mais com um produto. Significa também repensar quanto realmente é necessário consumir para cuidar da pele.

A proposta coloca em discussão uma pergunta que vai além da própria marca: quando uma rotina de beleza deixa de ser autocuidado e passa a ser mais uma fonte de cobrança?

Para a Irene Ri, a resposta está em desenvolver cosméticos que ofereçam performance sem transformar a busca pela beleza em uma busca interminável pela perfeição.

Os produtos da Irene Ri que se destacam

A história da Irene Ri também pode ser contada por meio de seus produtos. Alguns deles acompanham a marca desde os primeiros anos, enquanto outros representam a evolução da empresa em direção a formulações cada vez mais sofisticadas.

Entre os destaques estão o desodorante em creme de capim-limão, o hidratante facial e o bálsamo de arnica Receita de Vó. Cada um revela uma parte diferente da filosofia da marca: pesquisa e desenvolvimento, cuidado com a experiência de uso, valorização de ingredientes naturais e evolução das formulações.

Desodorante em creme de capim-limão: dois anos de desenvolvimento

Entre os produtos mais conhecidos da Irene Ri está o desodorante em creme de capim-limão, que ganhou destaque no portfólio da marca e, segundo Taís, vem apresentando crescimento constante nas vendas.

Por trás do produto existe uma história bastante pessoal.

A fundadora conta que sempre teve dificuldade com odor nas axilas e, ao mesmo tempo, uma pele muito sensível e reativa. Essas características fizeram com que ela própria participasse intensamente do processo de desenvolvimento da fórmula.

O trabalho levou cerca de dois anos de testes e ajustes.

Foram diferentes combinações, mudanças de proporções e avaliações até chegar a uma formulação que apresentasse a experiência desejada. Mesmo depois de considerar que o produto estava pronto, Taís continuou utilizando a fórmula durante aproximadamente um ano antes de considerá-la validada para o lançamento.

A experiência pessoal acabou se tornando parte importante do processo de desenvolvimento.

Em vez de simplesmente criar um produto e colocá-lo no mercado, a Irene Ri passou por um longo processo de experimentação até encontrar uma formulação que atendesse às necessidades que motivaram a sua criação.

O resultado foi um dos produtos que mais se destacaram na trajetória da marca.

Hidratante facial: um dos produtos indicados para conhecer a marca

Quando perguntada sobre qual produto indicaria para quem está migrando para a cosmética natural e quer conhecer a Irene Ri, Taís não hesita em citar dois: o desodorante e o hidratante facial.

A escolha não é casual.

Segundo a fundadora, são produtos com formulações complexas e cuidadosamente desenvolvidas, mas que permanecem fáceis de incorporar à rotina.

O hidratante facial também representa a evolução pela qual a Irene Ri passou ao longo dos anos: uma marca que mantém a sua relação com ingredientes naturais, mas que passou a investir cada vez mais em ativos tecnológicos e formulações de alta performance.

Para quem está conhecendo a Irene Ri pela primeira vez, portanto, os dois produtos funcionam como uma espécie de porta de entrada para entender a proposta da marca: cosméticos naturais que procuram combinar performance, sensorialidade e uma experiência de autocuidado mais simples.

Hidratante facial Irene Ri
Hidratante facial Irene Ri

Bálsamo de Arnica Receita de Vó: a história que acompanha a Irene Ri desde o começo

Se o desodorante representa a capacidade de pesquisa e desenvolvimento da Irene Ri, o bálsamo de Arnica Receita de Vó representa as suas raízes.

O produto surgiu ainda no período em que Taís vivia no Vale do Capão. A inspiração veio de uma amiga que havia aprendido uma receita em um curso — uma formulação com aquela aparência de “receita de vó” que acabou conquistando os primeiros clientes da marca.

Na época, a produção era bastante artesanal.

O produto teve uma boa aceitação e Taís decidiu não abrir mão dele. A partir daí, o bálsamo passou por um processo de aperfeiçoamento da formulação.

Entre as mudanças realizadas ao longo do desenvolvimento, a Irene Ri incorporou manteiga de bacuri, ingrediente de origem vegetal associado à biodiversidade da região Norte e também presente em áreas do Nordeste, além de modificar as ceras utilizadas e substituir a cera de abelha, transformando a formulação em uma opção vegana.

A marca também passou a utilizar antioxidantes mais potentes, buscando melhorar a estabilidade da formulação.

O resultado preservou a identidade original do produto, mas incorporou conhecimentos e recursos da evolução técnica da Irene Ri.

Por isso, Taís chama o bálsamo de “a vovó da Irene Ri”: ele está presente desde os primeiros passos da marca e continua fazendo parte do portfólio.

A história também mostra algo importante sobre a evolução da Irene Ri. A marca não abandonou suas origens artesanais à medida que incorporou tecnologia. Em vez disso, levou essas referências para dentro de um processo de desenvolvimento mais elaborado.

“Da receita que chegou ao Vale do Capão à formulação atual, o Receita de Vó representa justamente esse encontro entre memória, ingredientes naturais e evolução cosmética”, Tais,fundadora da marca clean beauty Irene Ri.

Bálsamo de arnica Irene Ri
Bálsamo de arnica Irene Ri

Como a Irene Ri trabalha a sustentabilidade?

Na Irene Ri, sustentabilidade aparece menos como um discurso absoluto e mais como uma série de escolhas feitas ao longo da operação da marca. Isso inclui desde a definição das embalagens até a destinação de resíduos, a relação com fornecedores e o fortalecimento da economia local.

A própria Taís faz uma ressalva importante sobre o uso da palavra “sustentável”. Para ela, uma empresa que produz e comercializa produtos sempre terá algum impacto ambiental, seja pela produção, pelas embalagens ou pela logística necessária para levar os produtos até os consumidores.

Por isso, em vez de apresentar a Irene Ri como uma marca sem impacto, a proposta é buscar formas de reduzir, compensar e assumir responsabilidade pelos impactos que fazem parte da atividade.

Essa postura aparece de maneira bastante concreta nas escolhas da empresa.

Por que a Irene Ri escolheu embalagens de vidro?

Cerca de 90% das embalagens da Irene Ri são de vidro. A escolha está relacionada à possibilidade de reciclagem do material e também à intenção de evitar o uso predominante de plástico nas embalagens.

O vidro pode ser reciclado repetidamente e não gera microplásticos da mesma maneira que os materiais plásticos. Para a Irene Ri, esse é um argumento importante para manter a opção mesmo diante dos desafios que ela representa.

E eles não são pequenos.

O vidro pesa mais, é mais frágil e torna a logística de transporte mais complexa e cara. Para uma marca que envia produtos para diferentes regiões do Brasil, isso significa assumir custos adicionais e lidar com maior cuidado no armazenamento e no transporte.

Ainda assim, a Irene Ri optou por manter essa escolha como parte de sua estratégia de redução de impacto.

A marca também busca reutilizar suas próprias embalagens. Atualmente, ainda não possui uma logística estruturada para recolher os frascos de todos os clientes, mas consumidores de São Bento e pessoas que conseguem enviá-los pelos Correios podem encaminhar as embalagens de volta.

Depois de recebidas, elas são esterilizadas para que possam ser reutilizadas.

É uma solução que ainda está em desenvolvimento, mas que demonstra uma tentativa de ampliar o ciclo de vida das embalagens para além do primeiro uso.

O que é o selo Eu Reciclo e como funciona a compensação de resíduos?

A Irene Ri também trabalha com o selo Eu Reciclo, dentro de uma estratégia de compensação relacionada às embalagens colocadas no mercado.

A lógica explicada por Taís é importante porque evita uma interpretação equivocada sobre o processo.

Isso não significa necessariamente que o frasco ou a caixa utilizados pela Irene Ri serão os mesmos materiais posteriormente recolhidos e reciclados por uma cooperativa específica.

A proposta é contribuir financeiramente para que seja recuperado do ambiente um volume proporcional aos materiais que a empresa coloca no mercado.

Dessa maneira, a compensação busca apoiar a cadeia de reciclagem e ampliar a recuperação de resíduos, mesmo quando não existe uma logística reversa individual capaz de fazer com que cada embalagem retorne diretamente ao fabricante.

Para uma marca pequena, esse tipo de mecanismo representa uma alternativa para assumir parte da responsabilidade pelos materiais que entram em circulação por meio de seus produtos.

Irene Ri e o Centro de Triagem de São Bento

A relação da marca com a questão dos resíduos também ultrapassa as próprias embalagens.

Em São Bento, a Irene Ri encaminha os resíduos gerados em seu laboratório para o Centro de Triagem da prefeitura, que realiza um trabalho de coleta e encaminhamento de materiais para reciclagem.

A iniciativa também ganhou uma dimensão social.

Segundo Taís, a marca desenvolveu uma campanha para destinar 3% de seu faturamento aos trabalhadores do Centro de Triagem, como uma contribuição para a aquisição de materiais de apoio necessários ao trabalho.

A fundadora reconhece que se trata de uma contribuição simbólica e que ela, sozinha, não transforma a realidade do centro. O objetivo é também chamar atenção para os trabalhadores envolvidos na triagem de resíduos e ampliar a conscientização da própria comunidade sobre a existência do serviço.

Nesse sentido, a sustentabilidade da Irene Ri se conecta diretamente ao território onde a marca está inserida.

Não se trata apenas de escolher uma embalagem ou um ingrediente. Existe também uma preocupação em fortalecer estruturas locais e reconhecer as pessoas envolvidas na gestão dos resíduos.

Irene Ri e o fortalecimento da economia local

A relação com São Bento também aparece na própria estrutura da Irene Ri.

Embora uma parcela significativa dos clientes esteja em grandes centros, especialmente em São Paulo, a marca procura manter parte de sua operação na cidade onde está instalada.

O escritório e o estoque permanecem em São Bento, assim como parte da produção e atividades relacionadas à logística. A empresa também trabalha com pessoas da região.

À medida que a Irene Ri cresceu, algumas etapas passaram a exigir uma escala maior de produção. Por isso, determinados produtos passaram a ser fabricados por uma empresa terceirizada em São Paulo.

Ainda assim, segundo Taís, enquanto for possível manter a operação em São Bento, essa será uma prioridade da marca.

A escolha representa uma tentativa de fazer com que o crescimento da empresa também gere benefícios para o território onde ela nasceu e está inserida.

Crescer sem abrir mão dos princípios

Essa relação entre crescimento e princípios aparece em uma das declarações mais contundentes da entrevista.

Taís reconhece que ainda não sabe se uma empresa, ao atingir uma escala muito maior, consegue sobreviver dentro do sistema econômico atual mantendo integralmente os princípios que defende. É uma dúvida que, segundo ela, permanece em aberto.

Mas existe um limite que está claro.

Se para crescer fosse necessário enganar consumidores, utilizar embalagens que considerasse inadequadas, reduzir a qualidade das formulações para aumentar a margem ou adotar práticas incompatíveis com os valores da marca, ela afirma que preferiria parar e fazer outra coisa.

Essa posição revela uma característica importante da Irene Ri: o crescimento não é apresentado como um objetivo que justifica qualquer estratégia.

A marca ainda busca aumentar sua capacidade produtiva, ampliar a distribuição e desenvolver novos produtos. Mas, na visão de sua fundadora, essas etapas precisam acontecer sem que o crescimento obrigue a empresa a abandonar os critérios que orientaram sua construção.

É uma questão particularmente relevante dentro do mercado de Clean Beauty, no qual conceitos como naturalidade, sustentabilidade, responsabilidade e consumo consciente podem facilmente se transformar em argumentos de marketing.

No caso da Irene Ri, a entrevista mostra uma tentativa de colocar esses conceitos diante de decisões concretas — e também de reconhecer que algumas escolhas sustentáveis envolvem custos, limitações e contradições.

“Mais do que buscar uma operação sem impacto, a proposta é entender quais impactos podem ser reduzidos, quais podem ser compensados e quais responsabilidades a marca pode assumir ao longo de sua cadeia”, Taís, fundadora da marca Irene Ri, focada em produtos clean beauty.

Como a Irene Ri escolhe os seus ingredientes?

A escolha dos ingredientes é uma parte importante da proposta da Irene Ri. Para a marca, trabalhar com matérias-primas naturais não significa apenas selecionar ingredientes de origem vegetal, mas também procurar entender, dentro do que é possível, de onde eles vêm e como são produzidos.

A empresa mantém há anos uma relação com um fornecedor localizado em Ananindeua, no Pará, responsável por uma parcela significativa dos insumos de origem amazônica utilizados pela marca.

Segundo Taís, esse fornecedor desenvolve um trabalho de manejo sustentável junto a comunidades locais, o que permite à Irene Ri ter maior proximidade com a origem de determinadas matérias-primas.

A rastreabilidade também influencia a escolha de outros parceiros.

Como parte da produção da Irene Ri passou a ser realizada por uma fábrica terceirizada em São Paulo, a marca procurou uma empresa de menor porte que trabalha predominantemente com marcas de cosméticos naturais e que tem como uma de suas preocupações a seleção de fornecedores orgânicos e passíveis de verificação.

Essa preocupação, porém, não significa afirmar que todos os ingredientes tenham o mesmo nível de rastreabilidade.

Até onde é possível rastrear uma matéria-prima?

Esse é um dos pontos mais interessantes da entrevista justamente porque Taís reconhece os limites existentes na cadeia de fornecimento.

Algumas matérias-primas são mais fáceis de acompanhar do que outras. Quando existe uma relação próxima com fornecedores e comunidades produtoras, a marca consegue obter mais informações sobre a origem e o manejo.

Já determinados ingredientes importados apresentam outro nível de complexidade.

A fundadora cita como exemplo a lavanda francesa. A Irene Ri recebe os laudos necessários para verificar a qualidade da matéria-prima, mas não consegue acompanhar com a mesma profundidade aspectos relacionados às condições de trabalho ou à maneira como toda a cadeia produtiva é conduzida no país de origem.

Essa distinção é importante.

Em vez de afirmar que existe uma rastreabilidade absoluta de todos os ingredientes, a Irene Ri procura trabalhar com o máximo de informação possível e priorizar fornecedores que apresentem melhores condições de acompanhamento.

É uma abordagem que reconhece uma das questões mais complexas da indústria cosmética: quanto maior e mais internacional é uma cadeia de fornecimento, mais difícil pode ser acompanhar todas as etapas que existem entre a origem de uma matéria-prima e sua chegada ao laboratório.

Nesse cenário, laudos, certificações, critérios de seleção e relacionamento com fornecedores tornam-se ferramentas importantes para aumentar a transparência e a segurança das escolhas.

Para a Irene Ri, portanto, a busca por rastreabilidade não aparece como uma promessa de controle absoluto, mas como um processo contínuo de seleção e aprimoramento da cadeia de fornecimento.

O futuro da Irene Ri

Depois de anos construindo uma marca de cosméticos naturais com um portfólio relativamente enxuto, a Irene Ri vive uma nova etapa de expansão.

A empresa está ampliando a sua capacidade de produção para conseguir atender ao crescimento da demanda e, ao mesmo tempo, estruturar novos canais de venda.

Mas o próximo passo mais claro está no desenvolvimento de produtos para skincare.

A intenção é ampliar a linha facial com novos ativos e formulações de alta performance. O desenvolvimento deve acontecer de maneira gradual, com estudos e testes antes que cada produto chegue ao mercado.

Entre os projetos que já estão no radar está o desenvolvimento de um protetor solar.

A ideia, segundo Taís, é definir cuidadosamente a composição do novo portfólio e a ordem dos futuros lançamentos, mantendo o mesmo processo de desenvolvimento criterioso que marcou os produtos anteriores da marca.

Uma expansão concentrada em skincare

Por enquanto, a Irene Ri não pretende entrar imediatamente em categorias como maquiagem ou cuidados capilares.

A prioridade é concentrar energia no skincare e desenvolver essa área de maneira consistente.

A escolha também está relacionada à complexidade do desenvolvimento cosmético. Segundo Taís, produtos para cabelos envolvem uma ciência própria e exigiriam uma estrutura de pesquisa e desenvolvimento tão intensa quanto a necessária para os produtos faciais.

Por isso, a estratégia atual é aprofundar o trabalho em skincare antes de ampliar significativamente as categorias.

Isso não significa fechar portas para o futuro.

Novas categorias podem fazer parte dos planos da Irene Ri mais adiante, mas sem abandonar a lógica que acompanha a marca desde sua criação: crescer sem acelerar artificialmente processos que precisam de tempo para serem bem desenvolvidos.

Novas cidades e lojas parceiras

A expansão também acontece geograficamente.

A Irene Ri vende pelo e-commerce para todo o Brasil e vem percebendo um crescimento de clientes fora de seus mercados mais tradicionais, especialmente em São Paulo e Rio de Janeiro.

A marca já possui lojas parceiras nessas regiões e começou a observar também uma demanda crescente em cidades como Brasília.

A estratégia é ampliar gradualmente essa rede de parceiros, especialmente porque a capacidade produtiva ainda está em expansão.

A empresa também está estudando a possibilidade de estruturar melhor um modelo de revenda individual. A proposta está no radar, mas ainda depende da organização dos fluxos comerciais e da definição do formato adequado.

Enquanto isso, o e-commerce continua sendo um importante canal para levar os produtos da Irene Ri a consumidores de diferentes regiões do país.

A expansão, portanto, acontece em várias frentes: maior capacidade produtiva, novos produtos, novas lojas parceiras e novos mercados.

Mas existe uma constante nessa estratégia: a intenção de crescer preservando a identidade construída pela marca.

Da pequena produção que começou no Vale do Capão à atual expansão do skincare, a Irene Ri parece entrar em uma nova fase sem abandonar as perguntas que acompanharam sua fundação: como produzir melhor, consumir de forma mais consciente e desenvolver cosméticos que façam sentido para as pessoas e para o território onde a marca está inserida?

Onde comprar Irene Ri?

Quem quer conhecer os produtos da Irene Ri pode comprar diretamente pelo e-commerce da marca, que realiza entregas para todo o Brasil.

Além da loja online, a Irene Ri trabalha com lojas parceiras que revendem seus produtos. Atualmente, a marca possui parceiros em São Paulo e no Rio de Janeiro e vem buscando ampliar essa rede para outras regiões.

Segundo Taís, Brasília é um dos mercados que já começa a apresentar uma demanda mais consistente. A marca está em busca de uma loja parceira na cidade para facilitar o acesso aos produtos.

A Irene Ri também está estruturando um modelo de revenda individual. A possibilidade já faz parte dos planos da empresa, especialmente com a ampliação de sua capacidade produtiva, mas o formato ainda está sendo organizado. Enquanto a rede de revendedores segue em expansão, a melhor forma de verificar a disponibilidade dos produtos e conhecer o portfólio completo é consultar o e-commerce oficial da marca.

Quer conhecer os produtos da marca? Acesse o e-commerce oficial da Irene Ri e descubra o portfólio completo de cosméticos naturais, skincare e autocuidado da marca.

Site Irene R - marca de cosméticos naturais
Site Irene R – marca de cosméticos naturais

Irene Ri: perguntas frequentes

O que é a Irene Ri?

A Irene Ri é uma marca brasileira de cosméticos que nasceu a partir da relação da fundadora, Taís, com a natureza, diferentes paisagens e formas de vida. A marca trabalha com produtos de autocuidado e vem ampliando sua atuação em skincare, combinando matérias-primas naturais, tecnologia cosmética e formulações de alta performance.

A Irene Ri é uma marca de cosméticos naturais?

Sim. A própria marca se posiciona dentro do universo dos cosméticos naturais e, segundo a fundadora, segue critérios de certificadoras reconhecidas para a seleção das matérias-primas utilizadas em suas formulações. Para conferir quais selos estão vigentes em cada produto, o caminho mais confiável é consultar a página de cada item no e-commerce oficial da marca, onde essa informação costuma ser atualizada.

Onde comprar produtos Irene Ri?

Os produtos da Irene Ri podem ser comprados pelo e-commerce da marca, que realiza entregas para todo o Brasil. A empresa também trabalha com lojas parceiras, atualmente com presença mencionada pela fundadora em São Paulo e no Rio de Janeiro.

A marca está buscando ampliar sua rede de parceiros para outras regiões, incluindo Brasília.

A Irene Ri entrega para todo o Brasil?

Sim. Segundo Taís, fundadora da Irene Ri, a marca realiza vendas pelo e-commerce e entrega seus produtos para todo o Brasil.

Quais são os principais produtos da Irene Ri?

Entre os produtos destacados pela fundadora estão o desodorante em creme de capim-limão, o hidratante facial e o bálsamo de arnica Receita de Vó.

O desodorante passou por aproximadamente dois anos de desenvolvimento e testes antes de chegar à formulação final. Já o Receita de Vó acompanha a marca desde seus primeiros anos e passou por aperfeiçoamentos ao longo do tempo.

A Irene Ri é vegana?

A entrevista confirma que o bálsamo de arnica Receita de Vó passou por uma reformulação para se tornar vegano, com a substituição da cera de abelha utilizada originalmente.

Isso não significa, porém, que todo o portfólio da Irene Ri seja vegano — a composição varia de produto para produto. Para saber se um item específico é vegano, o ideal é checar a ficha técnica dele no e-commerce oficial da marca antes da compra.

A Irene Ri usa embalagens sustentáveis?

A Irene Ri busca reduzir o impacto de suas embalagens e, segundo Taís, aproximadamente 90% delas são de vidro.

A marca também utiliza celofane vegetal biodegradável nos sabonetes, possui o selo Eu Reciclo e trabalha com reutilização de embalagens que consegue recolher de clientes.

A própria fundadora, entretanto, evita tratar a empresa como uma operação sem impacto ambiental. Para ela, uma marca que produz e distribui produtos sempre gera algum impacto e precisa buscar formas de reduzi-lo e assumir responsabilidade por ele.

Quem fundou a Irene Ri?

A Irene Ri foi fundada por Taís, que construiu a proposta da marca a partir de experiências pessoais com diferentes comunidades, paisagens e formas de relação com a natureza.

Sua trajetória passou por uma escola ribeirinha no Pantanal, pela Amazônia, pela Chapada Diamantina e pelo Vale do Capão, onde teve contato com a produção artesanal de cosméticos naturais.

Onde fica a Irene Ri?

A Irene Ri mantém sua operação em São Bento do Sapucaí, na Serra da Mantiqueira (SP), desde 2018. Segundo Taís, a marca mantém na cidade seu escritório, estoque e parte da produção, além de trabalhar com pessoas da região.

Algumas etapas da produção que exigem maior escala passaram a ser realizadas por uma fábrica terceirizada em São Paulo.

A Irene Ri trabalha com ingredientes naturais e tecnologia?

Sim. Segundo Taís, a marca busca combinar matérias-primas naturais com tecnologias de formulação e ativos de alta performance.

Para a fundadora, naturalidade e tecnologia não precisam ser conceitos opostos. A evolução da tecnologia cosmética permite trabalhar com ingredientes botânicos de maneira mais estável e desenvolver formulações que preservem suas características ao mesmo tempo em que oferecem desempenho adequado.

A Irene Ri tem certificação?

A fundadora afirma que a marca segue os parâmetros de certificadoras reconhecidas e que as matérias-primas utilizadas em suas formulações são permitidas dentro desses critérios. Os selos e certificações vigentes para cada produto podem ser conferidos diretamente nas páginas do e-commerce oficial da Irene Ri.

A Irene Ri testa seus produtos?

Segundo Taís, a marca realiza testes de estabilidade e testes microbiológicos para garantir a segurança e a estabilidade de seus produtos.

No caso do desodorante em creme de capim-limão, a fundadora também relata que participou pessoalmente de um longo processo de desenvolvimento e utilização da fórmula antes do lançamento.

A Irene Ri trabalha com sustentabilidade?

A marca adota diferentes iniciativas relacionadas à redução e compensação de impactos, incluindo o uso predominante de vidro nas embalagens, reutilização de frascos, utilização de celofane vegetal biodegradável nos sabonetes, participação no sistema Eu Reciclo e encaminhamento dos resíduos do laboratório para o Centro de Triagem de São Bento.

A Irene Ri também desenvolve ações relacionadas à economia local, incluindo uma contribuição destinada aos trabalhadores do Centro de Triagem.

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