Duas amigas, uma pele reativa, treze anos de indústria farmacêutica e uma pergunta que não saía da cabeça: por que era difícil encontrar um cosmético natural que realmente funcionasse? Foi dessa inquietação que nasceu a Abanu, marca brasileira de clean beauty cujo nome, em língua originária, significa exatamente o que ela representa: alma.
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Uma história que começa com a própria pele
Bruna Alario sempre soube o que queria dos cosméticos: produtos alinhados aos seus valores, que respeitassem a sua pele — naturalmente reativa — e o planeta ao mesmo tempo. O problema é que, quando ela começou essa busca, o mercado brasileiro de beleza limpa ainda engatinhava.
A saída foi criar ela mesma a sua linha de cosméticos.
Com 13 anos de experiência na indústria farmacêutica, Bruna foi até os livros, até os laboratórios, até os ingredientes. Começou a desenvolver as suas próprias fórmulas. E foi nesse movimento, de dentro para fora, que a Abanu começou a tomar forma.
Laura Andrade, amiga de faculdade e sócia desde o início, não apenas acompanhou esse processo: ela o abraçou. As duas são formadas em Administração, têm histórias entrelaçadas e habilidades que, segundo elas mesmas, “se complementam muito bem”. Uma cuida das fórmulas com a precisão de quem conhece a indústria farmacêutica por dentro. A outra traz a visão de negócio e a sensibilidade de quem também é consumidora da marca.
A Abanu tem dois anos. E já tem fila de espera.

O que significa Abanu?
Abanu é uma palavra de língua originária do Brasil. Significa alma.
A escolha não foi aleatória. Bruna conta que estava em um momento de busca por propósito quando a marca nasceu — e queria que esse espírito estivesse presente em tudo, do nome às fórmulas. “Queria que fosse algo natural e verdadeiro, como a alma de uma pessoa“, ela explica.
Essa filosofia se reflete, inclusive, nos ingredientes. A marca valoriza ativamente a flora brasileira: óleos essenciais de lavanda e limão-siciliano no lugar de fragrâncias sintéticas, ativos da biodiversidade nacional como a copaíba e a manteiga de cupuaçu. “Por que precisamos importar uma manteiga diferente se temos ingredientes tão ricos aqui?“, questiona Laura. É uma pergunta que a marca responde com cada produto que lança.
Clean beauty de verdade: sem greenwashing
No Brasil, o greenwashing virou epidemia. Marcas que se apropriam do vocabulário da beleza limpa sem entregar o que prometem. A Abanu sabe disso e se posiciona de forma deliberada no lado oposto.
“Não se trata apenas do uso de ativos naturais“, explica Bruna. “É preciso selecionar os ingredientes corretos e utilizá-los em concentrações eficazes, para que o produto realmente entregue resultado.”
Isso significa, na prática: controle rígido de fabricação, registro na Anvisa, rigor na escolha de insumos e uma equipe que integra conhecimento de formulação, farmácia e produção em escala. O desodorante natural da marca — campeão de vendas absoluto — chegou a ficar fora de linha porque a equipe não encontrava o óleo cítrico livre de furocumarinas (substâncias que podem causar irritação) dentro dos padrões exigidos. Optaram por esperar. Quando voltou ao estoque, esgotou no mesmo dia do relançamento, sem nenhuma divulgação.
Uma cliente chegou a comprar seis unidades de uma vez. Só para não ficar sem.
O desodorante natural que mudou a relação das pessoas com o próprio corpo
O carro-chefe da Abanu não é apenas um produto de alta recompra, é uma mudança de perspectiva.
“O produto convencional é, na verdade, um antitranspirante. As pessoas deixam de suar“, explica Laura. “Com o desodorante natural, voltamos a suar e voltamos a entrar em contato com aquilo que é natural do ser humano. Mas continuamos cheirosos.”
A eficácia vem de uma combinação estratégica: mais de um ativo com ação antibacteriana (são as bactérias, e não o suor em si, que causam o odor), em concentrações adequadas — nem de menos, o que comprometeria o resultado, nem de mais, o que poderia causar irritação. Uma equação simples de enunciar, difícil de executar, que a Abanu acertou.
Em breve, o desodorante ganha uma nova apresentação — formato diferente, desenvolvido a partir dos feedbacks dos consumidores. Os detalhes ainda estão guardados, mas a expectativa já está criada.

Para quem são os produtos Abanu?
A mulher Abanu — embora a marca também tenha consumidores homens — é aquela que lê a embalagem. Que pesquisa ingredientes antes de comprar. Que conecta o cuidado com a própria pele a uma visão mais ampla de mundo.
Não existe uma faixa etária rígida. O Tônico e o Néctar, desenvolvidos pensando em peles mais oleosas, também conquistaram consumidoras 50+. O Deo Hidratante nasceu de uma necessidade real de Laura, que, na época, enfrentava a dermatite atópica e precisava de um hidratante que de fato durasse. Bruna desenvolveu a fórmula para ela. Hoje, é um dos produtos mais amados da linha — absorção rápida, sem efeito grudento, eficaz até nas peles mais ressecadas.
“Tudo é feito com muito carinho“, resume Laura. “Talvez, carinho seja a palavra que melhor defina o que criamos.”

Onde encontrar a Abanu
Atualmente, os produtos da Abanu estão disponíveis exclusivamente pelo e-commerce da marca. A expansão para pontos físicos está em andamento, com conversas em curso para novos parceiros de distribuição. Uma loja própria também está no horizonte — mas, como Laura bem diz, “para fazer as coisas com carinho, às vezes precisamos de tempo para cuidar de cada etapa.”
A Abanu tem dois anos. E, como toda alma boa, está apenas começando.
Quer conhecer a Abanu por dentro? A conversa continua
Propósito, ingredientes, bastidores de formulação, o desodorante que esgotou sem divulgação e os planos de quem ainda está, como Laura define, “aprendendo muito” — tudo isso e muito mais está na entrevista exclusiva que a equipe da Simplicity realizou com Bruna Alario e Laura Andrade.
É uma conversa franca, cheia de história e de detalhes que só quem realmente vive a marca poderia contar.
Continue lendo e descubra o que está por trás de cada frasco da Abanu.
Eu vejo que as marcas de clean beauty normalmente têm um momento de virada, quando a pessoa sente uma necessidade, começa a pesquisar e acaba desenvolvendo uma fórmula. E acho que vocês tiveram isso também. Como foi essa história?
Bruna Alario: Pois é, tudo começou comigo. Eu estava em busca de produtos mais alinhados ao meu propósito. Sempre gostei muito de cosméticos, mas não só disso. Eu procurava consumir de uma forma geral mais alinhada aos meus valores e, na área de cosméticos, que sempre foi algo de que gostei muito, eu tinha uma dificuldade. Sempre tive a pele bastante reativa e, naquela época, o mercado ainda era mais incipiente. Eu não conseguia encontrar um cosmético natural alinhado aos meus propósitos e que, ao mesmo tempo, me atendesse.
Como tenho esse histórico de trabalhar na indústria farmacêutica, fui buscar conhecimento e aprender mais. Comecei a desenvolver os meus próprios cosméticos e foi daí que a Abanu nasceu.
A Laura abraçou essa causa com você?
Bruna Alario: Exato. A Laura e eu nos conhecemos desde a faculdade, então temos uma amizade de muitos anos. Ela acompanhou esse meu movimento e eu a trouxe porque acho que as nossas capacidades se complementam muito bem.
Qual é a formação de vocês?
Bruna Alario: Nós somos formadas em Administração.
Nenhuma das duas é da área de cosmetologia ou química?
Bruna Alario: Não. Eu trabalhei por 13 anos na indústria farmacêutica, mas, em termos de formação, somos administradoras.
Quando vocês desenvolvem um produto, o quê imaginam do outro lado? Quem é essa mulher que compra a Abanu?
Bruna Alario: A gente imagina uma mulher, embora não necessariamente, porque temos vários consumidores homens também. Mas, claro, a maioria é feminina. É uma pessoa mais ligada a um propósito, com preocupação em relação à sustentabilidade e com esse cuidado não só consigo mesma, mas também com o outro.
Laura Andrade: É uma mulher que lê embalagem. É uma mulher que procura ingredientes. É uma mulher que busca informação antes de consumir.
Existe uma faixa etária que vocês imaginam?
Bruna Alario: Depende do produto. Há alguns desenvolvidos para uma pele mais jovem, normalmente mais oleosa, e outros voltados para uma pele mais madura, que precisa de mais hidratação e de um cuidado específico. Então, na verdade, depende do produto.
Por exemplo, alguns podem servir para qualquer pessoa, em qualquer idade. Vai muito de produto para produto.
Laura Andrade: Acho que essa questão da idade é interessante. O Tônico e o Néctar, por exemplo, foram desenvolvidos pensando em uma pele um pouco mais oleosa, que não gosta daquela sensação pegajosa. Mas eu já passei há muito tempo dessa fase da pele oleosa e continuo usando esses produtos.
Temos uma consumidora que adora o Tônico e é uma mulher 50+. Ela sente que o produto funciona muito bem para a pele dela. Acho que, por terem mais de uma função, os ativos reúnem diversos benefícios e, por isso, podem ser usados por diferentes faixas etárias.
O nome Abanu significa alma, é isso mesmo?
Bruna Alario: Isso. É uma palavra de uma língua originária do Brasil e a tradução é justamente “alma”. Escolhemos esse nome porque eu estava nesse caminho de buscar um propósito e queria que a marca viesse desse lugar, de dentro, que fosse algo natural e verdadeiro, como a alma de uma pessoa.
O desodorante natural ainda é um produto que enfrenta muitas barreiras. As pessoas têm certo receio de mudar. O que vocês fizeram de diferente? O que o desodorante da Abanu traz para que as pessoas confiem nessa proposta?
Laura Andrade: Se a gente contar todos os detalhes, perde a graça, né? Mas, na prática, ele tem mais de um ativo com a função de combater as bactérias que causam o mau odor. Não é o suor que causa o cheiro, são as bactérias presentes no suor. Então, temos mais de um ativo atuando nesse controle.
Outro ponto é a concentração. Nós nos preocupamos muito com isso. Os produtos têm a quantidade certa de ativos. Não economizamos, mas também não usamos além do necessário, porque existem limitações. Essa combinação entre a diversificação dos ativos e a concentração adequada acaba funcionando muito bem. Tanto que temos uma taxa de recompra muito alta do desodorante.
O que muda para quem aposta em um desodorante natural?
Laura Andrade: Acho que a principal mudança é que a pessoa volta a suar, mas continua cheirosa. Hoje, muitas vezes, chamamos tudo de desodorante, mas o produto convencional é, na verdade, um antitranspirante. As pessoas deixam de suar.
Com o desodorante natural, voltamos a suar e voltamos a entrar em contato com aquilo que é natural do ser humano, que é suar. Mas continuamos cheirosos. Acho que essa mudança de percepção do próprio corpo transforma muito a relação que temos com nós mesmos.
Ao olhar a lista de ingredientes dos produtos de vocês, vemos óleos essenciais como lavanda e limão-siciliano. Para quem está aprendendo a ler rótulos, o que significa ter esses ingredientes no lugar das fragrâncias sintéticas?
Bruna Alario: A fragrância sintética tem como única função perfumar o produto e, consequentemente, a pessoa que o utiliza. Além disso, ela pode ser potencialmente irritante.
Já os óleos essenciais trazem uma mudança fundamental: eles não apenas perfumam o produto e a pessoa, mas também possuem propriedades terapêuticas comprovadas. Existe uma ampla gama de benefícios, que vão desde o relaxamento até propriedades anti-inflamatórias.
Por isso, fazer uso desses ingredientes, além da função de perfumar, é algo muito importante para nós.

Existe algo de que a pele da mulher após os 35 anos precisa e que os cosméticos convencionais acabam ignorando? Qual é o diferencial de apostar em cosméticos clean beauty?
Bruna Alario: À medida que a pele amadurece, ela também se torna mais sensível. Vai perdendo algumas de suas proteções naturais e há uma diminuição do ritmo de renovação celular e da produção de colágeno.
Nesse contexto, a clean beauty entra com uma proposta de cuidado menos agressiva, tratando a pele de uma forma mais natural e respeitosa. É um cuidado de dentro para fora, respeitando não apenas a pele, mas também o restante do planeta.
É um pensamento de longo prazo, não é?
Bruna Alario: Exatamente. É também uma forma de se enxergar de maneira mais respeitosa e mais natural.
Qual é o produto que mais surpreende as pessoas? Qual é o campeão de vocês?
Laura Andrade: O campeão é o desodorante. Foi uma loucura. Ficamos um período sem o produto e, quando ele voltou, acabou no mesmo dia do lançamento, sem que tivéssemos feito qualquer divulgação.
Teve uma pessoa que entrou no site e comprou seis desodorantes de uma vez. Ela realmente ficou com medo de ficar sem o produto novamente. Então, de fato, o desodorante é o nosso campeão de vendas.
No mercado brasileiro existe muito greenwashing. O que vocês fazem para diferenciar a Abanu das marcas que apenas utilizam esse discurso?
Bruna Alario: Não se trata apenas do uso de ativos naturais, os chamados ingredientes livres de toxinas. Existe também uma preocupação em selecionar os ingredientes corretos e utilizá-los em concentrações eficazes, para que o produto realmente entregue resultado.
Além disso, desde o nome da marca, que vem de uma língua originária, existe uma valorização dos ativos da flora brasileira, que é extremamente rica, tanto em variedade quanto em potência.
São esses elementos que acabam trazendo o nosso diferencial.
A clean beauty ainda é vista no Brasil como algo caro e inacessível. Como vocês se posicionam nessa discussão?
Bruna Alario: Se você pensar em um produto de clean beauty, por utilizar ativos vindos da natureza e, claro, extraídos de forma sustentável, ele naturalmente tende a ser mais caro do que produtos cujos ativos são produzidos em laboratório em grande escala e nem sempre com a mesma preocupação com a sustentabilidade.
Por outro lado, quando pensamos de forma mais ampla, muitos produtos importados, por conta da variação cambial e das taxas de importação do nosso país, acabam sendo mais caros do que um produto brasileiro de clean beauty.
Além disso, o produto brasileiro ainda tem a vantagem de ser adaptado ao clima e à pele dos brasileiros. Então, essa comparação nem sempre é verdadeira.
E precisamos estimular esse mercado. Quanto mais pessoas abraçarem essa causa…
Bruna Alario: Nós, brasileiros, temos essa tendência de valorizar muito o que vem de fora. E acho que isso está mudando, o que me deixa muito feliz. Mas precisamos sempre reforçar o quanto as riquezas brasileiras, seja pela diversidade da fauna e da flora, são importantes e relevantes não apenas para nós, mas para o mundo, que começa a olhar para o Brasil de uma forma diferente.
Isso se reflete em tudo: na moda, nos cosméticos, enfim.
Laura Andrade: Acho que isso também acontece na pesquisa científica. Hoje, temos muitas evidências mostrando as propriedades da copaíba, por exemplo. Temos também a manteiga de cupuaçu, que é incrível.
Então, por que precisamos importar uma manteiga diferente, que está em alta por algum motivo, se temos ingredientes tão ricos aqui? Acho que precisamos ter esse olhar para o que é nosso, justamente porque é brasileiro.
Fiquei curiosa. Vocês não são da área de química ou cosmetologia. Como funciona a pesquisa e o desenvolvimento dos produtos?
Bruna Alario: Quem desenvolve as fórmulas sou eu. Claro que preciso sempre conversar e trocar experiências com farmacêuticos, e esse profissional também precisa ter um conhecimento muito grande da produção.
Uma fórmula pode funcionar perfeitamente na bancada, durante os testes, mas, para ser produzida em escala, ela precisa ser adaptada. Então, é preciso reunir diversos conhecimentos. Temos uma equipe que nos auxilia nesse processo, justamente para integrar os conhecimentos de formulação, da área farmacêutica e daquilo que chamamos de passagem da bancada para a produção.
Laura Andrade: É interessante a Bruna falar disso porque tivemos uma situação recente com o desodorante. Ele demorou um pouco mais para voltar porque tivemos dificuldade em conseguir alguns insumos dentro dos padrões de qualidade que exigimos.
Nós utilizamos ingredientes livres de furocumarinas, substâncias presentes em alguns óleos cítricos, como os de limão e laranja, que podem causar irritação ou sensibilização da pele. Demoramos um pouco mais para conseguir esse ingrediente de acordo com os nossos padrões.
Só conseguimos fazer isso porque temos um controle rígido de fabricação, registro na Anvisa e uma equipe que trabalha muito próxima de nós na busca por esses insumos. Esse é mais um desafio dos produtos naturais. Somos bastante rigorosos nesse processo e, quando digo “somos”, na verdade estou falando da Bruna, que é quem cuida mais diretamente dessa área.
Ela é muito criteriosa na compra e na escolha dos insumos.

Para quem está começando a migrar para esse universo, qual é o melhor produto para iniciar essa mudança?
Bruna Alario: Gostamos muito de pensar no desodorante como essa porta de entrada. Porque acreditamos que ele abre espaço para uma nova relação da pessoa com o próprio corpo, uma relação mais natural e mais respeitosa. E não apenas consigo mesma, mas também com o outro e com o planeta.
E o que vem por aí? Tem novidades chegando?
Bruna Alario: Falando justamente do desodorante, vamos lançar uma nova apresentação. Ouvimos o feedback dos consumidores e vem uma novidade relacionada a ele. Em breve começaremos a divulgar.
É um novo cheirinho ou um novo formato?
Bruna Alario: No formato. É o que chamamos de apresentação, no linguajar técnico.
Existe algo sobre a marca que eu não perguntei e que vocês gostariam de destacar?
Laura Andrade: Acho que já falamos um pouco sobre isso. Somos muito amigas e temos muitas histórias juntas. Esse lugar da alma é realmente um propósito da Abanu.
O Deo Hidratante, por exemplo, nasceu de uma necessidade minha. Na época, eu havia descoberto a dermatite atópica e estava passando por uma fase muito difícil. Estava tomando corticoides e anti-inflamatórios e utilizava dermocosméticos, mas precisava reaplicar o hidratante duas ou três vezes por dia, porque minha pele ficava extremamente ressecada.
Então a Bruna desenvolveu a fórmula que temos hoje. Ela foi criada para mim.
E deu muito certo. É muito difícil alguém usar o hidratante e não gostar. Ele não fica grudento, absorve rapidamente e atende até mesmo as peles mais ressecadas.
Essa questão da alma, que a Bruna explicou quando contou sobre a origem do nome, está presente em tudo o que pensamos todos os dias. Temos muitas histórias como essa. Como somos amigas, existe uma trajetória muito bonita por trás da marca. Mas tudo é feito com muito amor e carinho. Talvez, carinho seja a palavra que melhor defina isso.
Além do e-commerce, os produtos estão presentes em lojas físicas?
Laura Andrade: Ainda não. Hoje o nosso foco é o e-commerce e ainda não estamos em nenhuma loja. Pode ser que tenhamos novidades em breve, mas, por enquanto, estamos apenas no digital.
Existe a intenção de expandir e ter novos parceiros?
Bruna Alario: Sim. Estamos em conversas justamente para levar os produtos para pontos físicos. Ainda não avançamos o suficiente para definir quem será esse parceiro, mas estamos trabalhando nisso.
E até uma loja própria?
Bruna Alario: Sim.
Laura Andrade: Mas tudo é feito com muito carinho. E, para fazer as coisas dessa forma, às vezes precisamos de tempo para cuidar de cada etapa.
Quanto tempo tem a marca?
Laura Andrade: Dois anos.
Bruna Alario: Ainda é uma marca que exige muita atenção.
Laura Andrade: É uma criança. Estamos aprendendo muito.
Clean beauty no Brasil: muito mais do que uma tendência
A conversa com Bruna e Laura termina, mas a história que elas contam está longe de chegar ao fim. Na verdade, ela está apenas começando, e os números do mercado confirmam isso com uma clareza que dispensa qualquer dúvida.
O Brasil é hoje o terceiro maior mercado de beleza e cosméticos do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos e da China. Em 2024, o setor movimentou R$ 173,4 bilhões, crescimento de 10,3% em relação ao ano anterior — bem acima dos 3,5% registrados globalmente no mesmo período, segundo a Euromonitor International. A projeção da ABIHPEC aponta que o país pode alcançar US$ 40 bilhões em faturamento até 2027, com crescimento anual estimado em 7,2%.
Dentro desse mercado em expansão, o segmento de clean beauty cresce acima da média. Globalmente, os estudos de mercado estimam que o setor de beleza limpa deve saltar de US$ 10,7 bilhões em 2025 para US$ 37,9 bilhões em 2034 — uma expansão de mais de três vezes em menos de uma década.
O motor desse crescimento?
Consumidoras que, como Laura bem definiu, leem embalagem. Mais de 67% dos consumidores globais já declaram preferir produtos rotulados como limpos, naturais ou sustentáveis, segundo dados de tendências de mercado.
No Brasil, pesquisa da Nielsen aponta que 42% dos consumidores mudaram os seus hábitos de consumo para reduzir o impacto ambiental — o que se traduz diretamente em demanda crescente por cosméticos com formulações mais transparentes e responsáveis.
Há também um movimento regulatório em curso: a Anvisa tem endurecido os parâmetros para ingredientes cosméticos e ampliado a exigência de transparência nos rótulos. Para marcas que, como a Abanu, já nasceram dentro desses critérios — com controle rígido na fabricação, registro, rigor na escolha de insumos e formulações documentadas —, esse cenário representa uma vantagem competitiva real. Enquanto grandes players ainda adaptam portfólios globais às exigências do mercado brasileiro, marcas independentes nacionais chegam ao jogo com o DNA do clean beauty já incorporado desde o primeiro frasco.
E o greenwashing? Está com os dias contados. A consumidora brasileira está mais informada, mais conectada e menos disposta a aceitar promessas sem entrega. A transparência deixou de ser diferencial para ser o mínimo esperado.
É nesse cenário que a Abanu se posiciona: uma marca brasileira, com ingredientes da flora nacional, fundada por mulheres que são, antes de tudo, consumidoras do que vendem. Sem atalhos. Sem greenwashing. Com alma.
“Precisamos ter esse olhar para o que é nosso, justamente porque é brasileiro.” — Laura Andrade, cofundadora da Abanu
O mercado está pronto. A consumidora está pronta. E a clean beauty brasileira — com marcas como a Abanu abrindo caminho — está provando que propósito e eficácia podem, sim, andar juntos.
Para falar com nossa equipe, entre em contato pelo nosso formulário ou pelo @simplicitycleanbeauty.
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